quarta-feira, 6 de maio de 2015

CRÔNICA

Você... 

Mulher de vestido vermelho, cabelos escuros, tão linda como as flores excessivas da primavera. De repente, te vi numa manhã nublada de uma data sem importância.
 

Você estava parada na esquina como se esperasse pelo clic da foto.

Não tive coragem de perguntar seu nome. Sua beleza tropical deixou minhas pernas finas tremendo. Você carregava uma bolsa de cor rude nas mãos, e dentro dela havia os aliados da sua beleza.

Outra vez te vi, em pleno domingo dia de descanso. Embaixo de um temporal, teus cabelos estavam úmidos e você com um simples gesto os colocava por trás da orelha, novamente o vestido vermelho modelava as formas do teu corpo.
 


Não sei quem é você. Te conheço apenas de vista, espalhando o perfume de sua pele entre os edifícios.
 


Mulher que luta sob chuva e sol, carregando na alma as cicatrizes da vida.
Teu nome é: mãe.

Mulher que cedo madruga, faz o café, cuida da casa, leva os filhos ao colégio, pega o ônibus se pendura feito roupa no varal, passa o dia longe da familía.

À noite volta pra casa, e nada de descansar, leva o lixo para fora, faz a comida, põe os filhos na cama, arruma a bagunça daqui, dali, até o cansaço chegar e nada de reclamar.
Teu nome é: guerreira.


Guerreira que agarra o trabalho com unhas e dentes, não tem medo dos obstáculos da vida.
 

Pois bem: essa guerreira e você!
Um dia, quando envelhecer, quando estiver com os cabelos grisalhos, os filhos crescidos. Lembrará do quanto lutou para chegar onde estar, e terá orgulho de cada situação que teve que enfrentar, pois o segredo é nunca desistir mesmo quando vier a fracassar.
Mas nunca se esqueça que ser guerreira é encarar a vida assim como ela é. É acreditar no seu potêncial, pois os seus problemas são apenas pedras no caminho que podem ser retiradas, basta nunca desistir.

Haja o que houver, nunca desista, guerreira!
 



Aldeane Silva

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